Topic: Mercados de Solo

A blue house on a stone road

Uma nova maneira de comparar os mercados imobiliários na América Latina  

Por Jon Gorey, Janeiro 14, 2025

A falta de acesso a moradias dignas pode perpetuar desigualdades que persistem ao longo de gerações. E, nesse sentido, países de toda a América Latina e Caribe estão enfrentando crises habitacionais. No entanto, cada um enfrenta esses desafios de maneira única. Nas cidades que estão se urbanizando rapidamente, por exemplo, em que os custos de terrenos e da construção são altos, a demanda por moradias acessíveis supera a oferta. Em outros lugares, pode ser difícil ou caro demais para os compradores de imóveis obterem um financiamento habitacional.

Esses desafios relacionados, que se manifestam em contextos distintos, exigem soluções políticas únicas e bem elaboradas. E agora, um novo relatório que “harmoniza” dados habitacionais díspares de uma dúzia de países da América Latina coloca o panorama habitacional da região em uma perspectiva mais clara para os formuladores de políticas.

O 2024 LAC Housing Yearbook, uma colaboração entre o Lincoln Institute of Land Policy e o CAF (Banco de Desenvolvimento da América Latina e do Caribe) catalogou mais de 250 indicadores habitacionais e financeiros em 12 países (Argentina, Brasil, Chile, Colômbia, Costa Rica, República Dominicana, Equador, El Salvador, México, Panamá, Peru e Uruguai) para permitir comparações entre os países da região. O relatório já está disponível em espanhol, com traduções para inglês e português em breve.

“Ao coletar e padronizar esse amplo conjunto de informações, o projeto busca preencher lacunas de conhecimento, permitir comparações entre países e apoiar a formulação de políticas eficientes e direcionadas que reduzam os déficits habitacionais, melhorem a acessibilidade e promovam o desenvolvimento sustentável”, afirmou Pablo López, coordenador executivo sênior de habitação no CAF.

“Os dados revelam realidades marcantes”, continuou López, cuja equipe apresentou o relatório inaugural à Assembleia Geral do Fórum de Ministros e Altas Autoridades em Habitação e Desenvolvimento Urbano da América Latina e do Caribe (MINURVI) em dezembro. “Os déficits habitacionais são significativos, a penetração de hipotecas continua baixa e a acessibilidade é constantemente prejudicada pelo aumento dos custos em um ritmo mais acelerado que o dos rendimentos.”

Os tipos de indicadores monitorados nos 12 países incluem taxas de inflação e de hipoteca, taxas de participação no mercado de trabalho formal e informal, custos de construção por metro quadrado, além de medidas quantitativas e qualitativas do déficit habitacional de um país, sendo que as primeiras se referem ao número de casas adicionais necessárias para atender à demanda, e as últimas contabilizam o número de famílias que vivem em moradias precárias. Além de um almanaque de informações estatísticas, o relatório inclui uma visão geral regional e perfis detalhados do mercado habitacional de cada país.

Uma comparação do recém-lançado LAC Housing Yearbook ilustra a relação entre o crédito hipotecário e o PIB em 12 países da região. Crédito: CAF/Lincoln Institute.

 

“É um projeto bastante ambicioso devido à ampla variedade de categorias de dados que ele tenta consolidar”, disse Luis Quintanilla, analista sênior de políticas do Lincoln Institute. A esperança é atualizar o anuário anualmente, o que permitirá comparações ano a ano, além de expandir a lista de países ao longo do tempo. “Achamos que é um recurso muito valioso”, acrescentou. ““Esperamos que seja útil para os ministros de habitação e secretários de desenvolvimento urbano, bem como para profissionais, desenvolvedores, instituições bancárias e financeiras e outros pesquisadores.”

Reunir alguns dos dados apresentou um “desafio formidável”, disse López, já que estavam dispersos em várias bases de dados públicas e privadas, exigindo uma meticulosa verificação cruzada, quando estavam disponíveis. Por exemplo, as informações sobre microfinanciamentos (pequenos empréstimos não hipotecários que as famílias podem usar para fazer melhorias graduais em suas casas) eram inconsistentes e fragmentadas. E números confiáveis sobre a produção de habitação informal e o acesso ao crédito para trabalhadores informais eram difíceis ou impossíveis de encontrar.

O processo também revelou algumas lacunas de informações que pesquisadores ou agências públicas poderiam abordar no futuro, bem como algumas ineficiências nos subsídios habitacionais. “Contrariamente à intuição, alguns mecanismos de apoio habitacional de países carecem de foco social, [o que faz com que] beneficiem grupos de maior renda, minando seus objetivos de equidade social”, explicou López.

An urban streetscape with apartment buildings, cars, grass, and trees.
Crédito: CAF – Banco de Desenvolvimento da América Latina e Caribe.

 

Os países estudados não estão apenas enfrentando a crise habitacional de maneiras diferentes, mas também estão tomando medidas distintas para enfrentá-la. “Embora os países compartilhem desafios fundamentais relacionados à habitação, suas abordagens variam significativamente”, disse López. “A pesquisa revelou bolsões de inovação e progresso em toda a região—cada nação demonstrou pontos fortes únicos que oferecem insights para possíveis soluções.”

O Chile, por exemplo, desenvolveu um mercado hipotecário sofisticado “complementado por programas inovadores de subsídios para aluguel que abordam a acessibilidade habitacional de múltiplas perspectivas”, afirmou López. O Panamá pode se orgulhar de taxas de hipoteca relativamente baixas e de um mercado de crédito que alcança quase um quarto (23,1%) do PIB, “um feito notável em uma região muitas vezes caracterizada pela inclusão financeira limitada”, acrescentou. “Enquanto isso, o Equador e o Peru estão rompendo barreiras com instrumentos inovadores de financiamento verde, incluindo títulos verdes e hipotecas que demonstram uma abordagem progressista para o desenvolvimento sustentável da habitação.”

Ainda assim, os dados deixam claro que nenhum país solucionou de modo abrangente os desafios habitacionais, disse López. “Em vez disso, a região exibe um mosaico de inovações direcionadas, cada uma abordando dimensões específicas de um panorama habitacional complexo.”
Quintanilla espera que essa nova coleção de dados confiáveis e comparáveis ajude os formuladores de políticas a se conectarem e aprenderem uns com os outros. “Se algum país em particular encontrar um contexto semelhante, mas com resultados diferentes, esperamos que, ao destacar essas discrepâncias, seja possível gerar um intercâmbio de ideias e lições transferíveis”, afirmou.


 

Jon Gorey é redator da equipe do Lincoln Institute of Land Policy. 

Crédito da imagem principal: CAF – Banco de Desenvolvimento da América Latina e Caribe. 

A blue house on a stone road

Una nueva forma de comparar el negocio inmobiliario en América Latina 

Por Jon Gorey, Janeiro 14, 2025

La falta de acceso a una vivienda digna puede perpetuar la desigualdad que persiste de generación en generación. En ese sentido, países de toda América Latina y el Caribe tienen crisis de vivienda, pero cada uno se enfrenta a desafíos únicos. Por ejemplo, en las ciudades que se urbanizan rápidamente, donde los costos del terreno y la construcción son altos, la demanda de viviendas asequibles supera la oferta. En otros lugares, puede ser difícil o demasiado costoso para los compradores obtener una hipoteca.

Esos desafíos relacionados, que se dan en contextos distintos, exigen soluciones de políticas únicas y sensatas. Ahora, el panorama de la vivienda de la región es más claro para los gestores de políticas gracias a un nuevo informe en el que se “armonizan” datos dispares sobre la vivienda de una decena de países latinoamericanos.

En el Anuario de Vivienda de ALC de 2024, una colaboración entre el Instituto Lincoln de Políticas de Suelo y CAF (Banco de Desarrollo de América Latina y el Caribe), se catalogan más de 250 indicadores de vivienda y financieros en 12 países (Argentina, Brasil, Chile, Colombia, Costa Rica, Ecuador, El Salvador, México, Panamá, Perú, República Dominicana y Uruguay) para propiciar comparaciones en toda la región. El informe ya está disponible en español, próximamente con traducciones al inglés y portugués.

“Al recopilar y estandarizar este amplio conjunto de información, el proyecto busca abordar las brechas de conocimiento, permitir hacer comparaciones entre países y apoyar la formulación de políticas eficientes y específicas que reduzcan los déficits de vivienda, mejoren la accesibilidad y promuevan el desarrollo sostenible”, explica Pablo López, coordinador ejecutivo sénior de vivienda de CAF.

“Los datos revelan realidades crudas”, continúa López, cuyo equipo presentó el informe inaugural a la Asamblea General del Foro de Ministros y Autoridades Máximas de la Vivienda y el Urbanismo de América Latina y el Caribe (MINURVI) en diciembre. “Los déficits de vivienda son significativos, la penetración hipotecaria sigue siendo baja y la asequibilidad se ve erosionada continuamente por el aumento de los costos a tasas más altas que los ingresos”.

Los tipos de indicadores analizados en los 12 países incluyen tasas de inflación e hipotecas, tasas de participación en el mercado laboral formal e informal, costos de construcción por metro cuadrado, y medidas cuantitativas y cualitativas del déficit de vivienda de un país (la primera se refiere al número de viviendas adicionales necesarias para satisfacer la demanda, mientras que la segunda indica el número de familias que viven en viviendas en malas condiciones). Además de un almanaque de información estadística, en el informe se incluye información general regional y perfiles detallados del negocio inmobiliario de cada país.

Una comparación del Anuario de Vivienda de América Latina y el Caribe publicado hace poco ilustra la relación entre el crédito hipotecario y el PIB en 12 países de la región. Crédito: CAF/Instituto Lincoln.

 

“Es un proyecto bastante ambicioso, debido a la amplia gama de categorías de datos que se intenta consolidar”, expresa Luis Quintanilla, analista sénior de políticas del Instituto Lincoln. La meta es actualizar el anuario cada año, lo que permitirá hacer comparaciones año tras año y ampliar la lista de países a lo largo del tiempo. “Creemos que es un recurso muy valioso”, agrega. “Esperamos que sea útil para los ministros de vivienda y los secretarios de desarrollo urbano, así como para los profesionales, los emprendedores inmobiliarios, las instituciones bancarias y financieras y otros investigadores”.

La recopilación de algunos de los datos presentó un “desafío formidable”, dice López, ya que estaban dispersos en varias bases de datos públicas y privadas y requerían referencias cruzadas verificadas, si es que estaban disponibles. Por ejemplo, la información sobre microfinanciación (pequeños préstamos no hipotecarios que las familias pueden utilizar para realizar mejoras graduales en sus hogares) era inconsistente y estaba fragmentada. Además, fue difícil o imposible encontrar cifras confiables sobre la fabricación de viviendas informales y el acceso al crédito para los trabajadores informales,

El proceso también reveló algunas brechas de información que los investigadores o los organismos públicos podrían abordar en el futuro, así como algunas ineficiencias en los subsidios de vivienda. “Contrario a la lógica, los mecanismos de apoyo a la vivienda de algunos países carecen de consideración social, [por lo que] benefician a los grupos de mayores ingresos y socavan sus objetivos de equidad social”, explica López.

An urban streetscape with apartment buildings, cars, grass, and trees.
Crédito: Banco de Desarrollo de América Latina y el Caribe (CAF).

 

Los países estudiados no solo están experimentando la crisis de la vivienda de diferentes maneras, sino que también están tomando distintas medidas para abordarla. “Si bien los países comparten desafíos fundamentales en materia de vivienda, sus enfoques varían de manera significativa”, dice López. “Según la investigación, existen focos de innovación y progreso en toda la región: cada nación demostró fortalezas únicas que ofrecen información valiosa sobre posibles soluciones”.

Por ejemplo, Chile ha desarrollado un sofisticado mercado hipotecario “complementado por programas innovadores de subsidios de alquiler que abordan la asequibilidad de la vivienda desde varios ángulos”, indica López. Panamá puede presumir tasas hipotecarias relativamente bajas y un mercado crediticio que alcanza casi una cuarta parte (23,1 %) del PIB, “un logro notable en una región que a menudo se caracteriza por una inclusión financiera limitada”, agrega. “Mientras tanto, Ecuador y Perú están ampliando los límites a través de instrumentos pioneros de financiamiento verde, incluidos bonos e hipotecas verdes innovadores que señalan un enfoque con visión de futuro para el desarrollo de viviendas sostenibles”.

Aun así, López explica que los datos dejan en claro que ningún país ha resuelto de manera integral sus desafíos de vivienda. “En cambio, la región demuestra una variedad de innovaciones específicas, cada una de las cuales aborda dimensiones particulares de un panorama de vivienda complejo”.

Quintanilla espera que esta nueva recopilación de datos confiables y comparables ayude a los gestores de políticas de políticas a comunicarse y aprender unos de otros. “Si un país en particular encuentra un contexto similar al suyo, pero resultados diferentes, esperamos que resaltar algunas de esas discrepancias pueda ser la chispa para un intercambio de ideas y lecciones transferibles”, dice.


 

Jon Gorey es redactor del Instituto Lincoln de Políticas de Suelo.

Crédito de la imagen principal: Banco de Desarrollo de América Latina y el Caribe (CAF)

A blue house on a stone road

A New Way to Compare Housing Markets in Latin America 

By Jon Gorey, Janeiro 14, 2025

A lack of access to decent housing can perpetuate inequality that persists across generations. And in that sense, countries all across Latin America and the Caribbean are facing housing crises—but each experiences those challenges in unique ways. In rapidly urbanizing cities, for example, where land and construction costs are high, demand for affordable housing outstrips supply. In other places, it can be difficult or too expensive for homebuyers to obtain a mortgage.   

Those related challenges, playing out in distinct contexts, demand unique, thoughtful policy solutions. And now, a new report that “harmonizes” disparate housing data from a dozen Latin American countries puts the region’s housing landscape in clearer perspective for policymakers.    

The 2024 LAC Housing Yearbook, a collaboration between the Lincoln Institute of Land Policy and CAFDevelopment Bank of Latin America and the Caribbean, catalogs more than 250 housing and financial indicators across 12 countries (Argentina, Brazil, Chile, Colombia, Costa Rica, Dominican Republic, Ecuador, El Salvador, Mexico, Panama, Peru, and Uruguay) to allow comparisons across the region. The report is now available in Spanish, with English and Portuguese translations coming soon.   

“By collecting and standardizing this broad set of information, the project aims to address knowledge gaps, enable cross-country comparisons, and support the formulation of efficient and targeted policies that reduce housing deficits, improve accessibility, and promote sustainable development,” says Pablo López, senior executive housing coordinator at CAF.  

“The data reveal stark realities,” continues López, whose team presented the inaugural report to the General Assembly of the Ministers and High Authorities of Housing and Urban Development of Latin America and the Caribbean (MINURVI) in December. “Housing deficits are significant, mortgage penetration remains low, and affordability is continually eroded by costs rising at higher rates than incomes.”  

The types of indicators tracked across the 12 countries include inflation and mortgage rates, formal and informal labor market participation rates, construction costs per square meter, and both quantitative and qualitative measures of a country’s housing deficit—the former referring to the number of additional homes needed to meet demand, the latter tabulating the number of families living in substandard housing. In addition to an almanac of statistical information, the report includes a regional overview and in-depth profiles of each country’s housing market. 

 

A chart comparing mortgage credit to GDP in 12 Latin American countries.
A comparison from the newly released LAC Housing Yearbook illustrates the relationship between mortgage credit and GDP in 12 countries in the region. Credit: CAF/Lincoln Institute.

 

 “It’s quite an ambitious project, because of the wide range of data categories it attempts to consolidate,” says Luis Quintanilla, senior policy analyst at the Lincoln Institute. The hope is to update the yearbook annually, which will allow for year-over-year comparisons, and to expand the list of countries over time. “We think it’s a very valuable resource,” he adds. “We hope it will be helpful for housing ministers and urban development secretaries, as well as practitioners, developers, banking and financial institutions, and other researchers.”   

Gathering some of the data presented a “formidable challenge,” López says, scattered as it was across various public and private databases, and required meticulous cross-referencing,if it was available at all. For example, information on microfinancing—small, non-mortgage loans that families can use to make incremental improvements to their homes—was inconsistent and fragmented. And reliable figures on informal housing production and credit access for informal workers were difficult or impossible to find.  

The process also revealed some information gaps that researchers or public agencies could address in the future, as well as some inefficiencies in housing subsidies. “Counterintuitively, some countries’ housing support mechanisms lack social targeting, [so they’re] benefiting higher-income groups, undermining their intended social equity objectives,” López explains.   

An urban streetscape with apartment buildings, cars, grass, and trees.
Credit: CAF—Development Bank of Latin America and the Caribbean.

 

The countries studied aren’t just experiencing the housing crisis in different ways, they’re also taking different steps to address it. “While countries share fundamental housing challenges, their approaches vary significantly,” López says. “The research revealed pockets of innovation and progress across the region—each nation demonstrated unique strengths that offer insights into potential solutions.”   

Chile, for example, has developed a sophisticated mortgage market “complemented by innovative rental subsidy programs that address housing affordability from multiple angles,” López says. Panama can boast relatively low mortgage rates and a credit market that reaches almost a quarter (23.1 percent) of GDP, “a notable achievement in a region often characterized by limited financial inclusion,” he adds. “Meanwhile, Ecuador and Peru are pushing boundaries through pioneering green financing instruments, including innovative green bonds and mortgages that signal a forward-thinking approach to sustainable housing development.”   

Still, the data make clear that no country has comprehensively solved its housing challenges, López says. “Instead, the region demonstrates a mosaic of targeted innovations, each addressing specific dimensions of a complex housing landscape.”  

Quintanilla hopes this new collection of reliable, comparable data will help policymakers reach out and learn from each other. “If some particular country finds a similar context, but different outcomes, we hope that highlighting some of those discrepancies may be the spark for an exchange of ideas and transferable lessons,” he says.  

 


 

Jon Gorey is a staff writer at the Lincoln Institute of Land Policy.

Lead image credit: CAF—Development Bank of Latin America and the Caribbean.

Course

Diplomado en Estudios Socio-Jurídicos del Suelo Urbano 

Fevereiro 3, 2025 - Junho 6, 2025

Offered in espanhol


El “Diplomado en Estudios Socio-Jurídicos del Suelo Urbano”, iniciativa conjunta del Instituto Lincoln de Políticas de Suelo y el Instituto de Investigaciones Sociales de la UNAM (IISUNAM), es un programa educativo que busca complementar la formación académica de quienes deseen fortalecer sus habilidades en el diseño de políticas públicas urbanas y en la toma de decisiones vinculadas al suelo urbano, a partir del abordaje de las dimensiones jurídica, urbanística y económica, y la orientación a un urbanismo social. En los tres módulos que lo componen, se exploran especialmente las esferas administrativa y judicial de la dimensión socio-jurídica de los estudios sobre el suelo urbano, así como la comprensión del mercado del suelo. El prestigio del programa se evidencia en la trayectoria de los más de 180 estudiantes egresados, que hoy conforman una red de profesionistas de alto valor, si se mira como el origen de alianzas estratégicas en el entorno laboral, académico y de amistades.

Puede encontrar más información sobre esta convocatoria en la página web del diplomado.


Details

Date
Fevereiro 3, 2025 - Junho 6, 2025
Application Deadline
January 17, 2025 at 12:00 AM
Language
espanhol

Keywords

Mitigação Climática, Economia, Habitação, Inequidade, Lei de Uso do Solo, Regulação dos Mercados Fundiários, Planejamento de Uso do Solo, Valor da Terra, Temas Legais, Saúde Fiscal Municipal, Tributação Imobiliária, Finanças Públicas, Políticas Públicas, Tributação

Eventos

Heir Property Conference: Evolving Challenges, Tactics and Strategies   

Janeiro 22, 2025 - Janeiro 24, 2025

Offered in inglês

When a property owner dies without a will, known as dying “intestate,” their property becomes “heir property.” State law determines exactly how the property will be passed down to their next of kin (such as spouse, children, siblings, or parents) but generally, all heirs hold a share of the title. When interests transfer in this way, the number of legal owners grows exponentially with each passing generation.

As an insecure form of land tenure, heir property has a profound impact on housing, income equality, social mobility, family and community stability, good land management, and effective climate mitigation and adaptation practices. When an heir wants to sell their portion of land, they may force a partition, meaning the entire property will be sold—even against the wishes of other heirs who may be living there. Heir property is also vulnerable even without such sales. For example, heir property owners are at higher risk of losing their land to property tax foreclosure because all the heirs might not be able or willing to pay their share of property taxes. They can also lose their homes if they receive a code violation notice and fail to bring the property up to code. Heir property owners are also more likely to be denied access to FEMA Emergency Disaster Funds or FEMA Buyback programs.

Heir property was first studied as a reason why Black families lost land in the rural South, as well as elsewhere. Recent research has shown that similar insecure land tenure has taken forms such as colonias in Texas and is prevalent on Native American lands and in cities across America.

This invite-only conference will bring together academics, government officials, practitioners, and community leaders to share their most recent insights on the evolving challenges of heir property, and to brainstorm strategies and tactics that will empower families and communities to preserve land, wealth, culture, and history in this age of climate and economic uncertainties.


Details

Date
Janeiro 22, 2025 - Janeiro 24, 2025
Language
inglês

Keywords

Propriedade Coletiva, Desenvolvimento Comunitário, Fundos Imobiliários Comunitários, Desenvolvimento Econômico, Habitação, Lei de Uso do Solo, Reforma Fundiária, Tributação Imobiliária, Temas Legais, Pobreza, Tributação Imobiliária, Posse

2025 C. Lowell Harriss Dissertation Fellowship Program

Submission Deadline: March 3, 2025 at 6:00 PM

The Lincoln Institute’s C. Lowell Harriss Dissertation Fellowship Program assists PhD students whose research complements the institute’s interest in property valuation and taxation. The program provides an important link between the institute’s educational mission and its research objectives by supporting scholars early in their careers.

For information on present and previous fellowship recipients and projects, please visit C. Lowell Harriss Dissertation Fellows, Current and Past.


Details

Submission Deadline
March 3, 2025 at 6:00 PM

Keywords

Tributação Imobiliária, Tributação Imobiliária, Valoração

Course

Financiación urbana y políticas de suelo: revisión a partir de la experiencia colombiana

Março 17, 2025 - Março 21, 2025

Offered in espanhol


El curso de “Financiación urbana y políticas de suelo” examina las alternativas que ofrecen la gestión del suelo y la movilización de plusvalías para atender algunos de los principales desafíos que enfrentan los gobiernos subnacionales, como son la financiación de infraestructuras de movilidad y la provisión de vivienda asequible. Se centra en la experiencia colombiana analizada en el contexto de América Latina, y combina la discusión de aspectos conceptuales interdisciplinarios con la revisión de experiencias y casos de estudio.

El curso, además, promueve espacios de debate, análisis comparativos, aproximaciones al enfoque de desarrollo urbano orientado al transporte sostenible (DOT), y ejercicios de medición de las plusvalías y sus posibilidades de movilización, al tiempo que analiza los principales instrumentos de planificación y gestión en el marco de la financiación basada en el valor del suelo, los cuales se han aplicado en Colombia. En el último día del curso, se realizará una visita técnica para observar proyectos de movilidad, gestión del suelo, y vivienda de interés social en la ciudad de Bogotá.

Relevancia

Las ciudades de América Latina y el Caribe enfrentan grandes desafíos para orientar y financiar sus procesos de desarrollo urbano, ante los cuales la planeación territorial y el fortalecimiento de fuentes de financiación basada en el valor del suelo ameritan especial atención y consideración.

Colombia es uno de los países en la región que cuenta con marcos legales que proporcionan una base para la implementación de instrumentos de gestión y financiación con base en el suelo. La experiencia colombiana permite identificar y evaluar avances, aprendizajes y alternativas para aportar a la discusión sobre el uso de estos instrumentos en América Latina. El curso aborda el potencial de los instrumentos en relación con dos aspectos específicos: la movilidad y el acceso a vivienda asequible, en el marco de la planeación territorial en Colombia.

La lista de seleccionados estará disponible a partir del 10 de febrero en lugar del 5 de febrero como se anunció inicialmente.

Ver detalles de la convocatoria.


Details

Date
Março 17, 2025 - Março 21, 2025
Application Period
Dezembro 13, 2024 - Janeiro 26, 2025
Language
espanhol
Educational Credit Type
Lincoln Institute certificate

Keywords

Infraestrutura, Regulação dos Mercados Fundiários, Valor da Terra, Governo Local, Saúde Fiscal Municipal, Planejamento, Finanças Públicas, Políticas Públicas, Desenvolvimento Orientado ao Transporte, Desenvolvimento Urbano